"Tesouro" em solo cearense

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São mais de 70 empresas que atuam presentemente na pesquisa e extração de rochas ornamentais no Estado — número cinco vezes maior do que o registrado há dez anos.

As exportações de rochas ornamentais do Ceará seguem com números relevantes e cada vez mais expressivos. O setor se consolida como um dos mais dinâmicos da pauta exportadora do Estado, com ganhos muito importantes e presença crescente em mercados estratégicos.

Com esse desempenho, o Ceará passou a ocupar a terceira posição entre os estados brasileiros que mais exportam rochas ornamentais, atrás apenas do Espírito Santo e de Minas Gerais.

São mais de 70 empresas que atuam presentemente na pesquisa e extração de rochas ornamentais no Estado — número cinco vezes maior do que o registrado há dez anos, o que evidencia a força e o amadurecimento do segmento na economia cearense.

O Ceará é destaque na exportação de rochas ornamentais, principalmente das rochas que são ricas em sílica. Além disso, o Estado tem pedras naturais com produção exclusiva, pedras consideradas exóticas e com grande diferencial competitivo.

O Ceará também produz a rocha mais “cobiçada” do mundo, o Quartzito Taj Mahal.

O resultado reflete a valorização do material no mercado internacional, bem como a ampliação da demanda e da capacidade produtiva.

Mercados de destino
Em relação aos principais mercados de destino, a expansão das exportações cearenses foi impulsionada por três grandes mercados: Itália, China e Estados Unidos.

A valorização global dos materiais naturais e o reconhecimento da qualidade das rochas cearenses devem sustentar o ritmo de crescimento ao longo do ano, consolidando o Estado como fornecedor competitivo no mercado internacional de revestimentos.

O desempenho apresenta o reconhecimento internacional da qualidade das rochas cearenses. Os quartzitos produzidos aqui destacam-se pela excelência, durabilidade e capacidade de inovação em design.

Os números confirmam um movimento consistente de fortalecimento da base exportadora do setor mineral cearense. O avanço decorre da combinação entre maior valor agregado, diversificação da pauta e ampliação dos mercados de destino – fatores que elevam a competitividade do Ceará no cenário global.

Essa alta performance ainda traduz a convergência entre oferta competitiva, qualidade do material e demanda internacional aquecida, especialmente nos segmentos de arquitetura, design e construção.

Com presença crescente em produtos de maior valor agregado as rochas do Ceará reforçam a imagem do Estado como fornecedor de materiais nobres e diferenciados, ampliando seu protagonismo no comércio exterior brasileiro.

Ana Karina Frota, Presidente do Conselho de Relações Internacionais da Fiec, Gerente do Centro Internacional de Negócios. Mestre em Ciência Política pela Universidade Clássica de Lisboa / Universidade de Brasília. Pós-Graduação em Comércio Exterior pela Universidade Católica de Brasília. Membro da Diretoria Regional do Wista, Articulista do Jornal O Povo.

Fonte: O POVO

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