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Participação cearense nas exportações do País alcançou melhor resultado em 16 anos

A participação das exportações cearenses alcançaram o melhor desempenho dos últimos 16 anos, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Em 2019, o Estado foi responsável por 1,01% de tudo que saiu do Brasil para o exterior no ano passado - o melhor resultado desde 2003, quando a parcela local chegou a 1,04%.

O resultado coloca o Ceará na 14º colocação no ranking das federações com maior participação, uma posição a menos que o registrado em 2018, quando a participação estadual chegou a 0,98%.

Entre 1997 e 2019, as exportações as exportações cearenses cresceram 6,42 vezes, passado de US$ 352 milhões  em 1997 para US$ 2,2 bilhões no ano passado.


O estudo também revela que, diante do do forte crescimento das exportações, a partir de 2015, a participação do Ceará em relação as demais estados nordestinos também aumentou, atingindo 13,68% do total da Região.

Com a expansão, o Estado passou a ocupar a terceira colocação regional nos últimos três anos. No entanto, em 2019, tanto as exportações como as importações cearenses passaram por leves quedas em relação ao ano imediatamente anterior.

A Bahia liderou as exportações do Nordeste no ano passado, com participação de 48,48% do total, seguido pelas vendas do Maranhão (20,93%); Ceará (13,68%) e Pernambuco (8,39%). A participação conjunta desses quatro estados foi de 91,48% do total exportado pela região em 2019.

De acordo com um dos autores do levantamento, o analista de Políticas Públicas do Ipece, Alexsandre Lira Cavalcanti, o período que as exportações cearenses experimentaram a maior expansão ocorreu entre 2003 e 2006, quando foi registrado um crescimento médio anual de 15,2%, acumulando alta de 76,0% no período.  Outro momento de forte expansão das vendas cearenses foi entre 2015 e 2018, quando foi verificado um crescimento médio anual de 12,4% e uma alta acumulada de 59,4%.

Cavalcanti ainda pontua que a participação das exportações cearenses no Brasil oscilou e ao longo dos anos (1997 a 2019), entre um máximo de 1,04%, em 2003 e um mínimo de 0,52%, em 2012. “Contudo, a partir de 2015, é notória a trajetória consistente de ganho de participação na pauta de exportações nacionais saindo de 0,55%, para 1,01% em 2019, como resultado das exportações de produtos metalúrgicos”, ressalta.

Fonte: Diário do Nordeste

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