destaques
Diminui o tamanho do texto Aumenta o tamanho do texto

Dólar bate recorde acima de R$4,38, mas fecha em queda após BC atuar via swap depois de 1 ano e meio

O dólar fechou em queda moderada ante o real nesta quinta-feira, após o Banco Central realizar a primeira injeção líquida de moeda via swaps cambiais em um ano e meio, depois de a cotação ter disparado logo no começo dos negócios e batido novo recorde histórico acima de 4,38 reais na venda.

A força do dólar logo no começo do pregão ocorreu na esteira de mais um dia sólido para a moeda no exterior, mas no Brasil teve como pano de fundo comentários feitos na véspera pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em que voltou a defender um câmbio depreciado.

Poucas horas depois, questionado sobre o movimento do câmbio e o potencial efeito dos comentários de Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu em entrevista à GloboNews que a desvalorização do real tem acontecido sem aumentos de prêmios de risco e que o importante para o BC é como isso afeta as expectativas de inflação, que, reiterou, estão ancoradas.

Estrategistas do Morgan Stanley avaliaram que a recente depreciação do real esteve ligada à percepção de que o BC estava “confortável” com o atual patamar de câmbio —entendimento reforçado pelas falas tanto de Campos Neto quanto de Guedes na noite da véspera.

Na outra ponta, na manhã desta quinta, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a cotação do dólar está “um pouquinho” alta.

O dólar chegou a acumular alta de mais de 8% ante o real em 2020, o que faz do real a moeda de pior desempenho entre 33 rivais do dólar neste ano.

Mas o Morgan Stanley também avaliou que o BC provavelmente se tornaria mais “proativo” em caso de aumento da volatilidade.

De fato, a volatilidade implícita de três meses para opções de dólar/real chegou a flertar com máximas do ano nas últimas sessões. Até mesmo o cupom cambial —uma medida da liquidez do mercado— voltou a subir nas últimas sessões, evidência de um maior grau de nervosismo do mercado.

“Com a intervenção do BC, o real deve voltar a operar mais em linha com seus pares”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil.

Por volta de 10h, quando o dólar bateu 4,3840 reais na venda —novo pico histórico intradiário—, o Banco Central anunciou oferta líquida de até 20 mil contratos de swap cambial tradicional —derivativos que funcionam como uma venda de dólar no mercado futuro.

O BC colocou todo o lote ofertado, no equivalente a 1 bilhão de dólares. Desde agosto de 2018 a autoridade monetária não fazia tal operação. Naquele mês, o BC vendeu um total de 1,5 bilhão de dólares nesses ativos. Veja gráfico da variação do estoque de swaps cambiais tradicionais. Valores positivos indicam venda líquida desses contratos.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,34%, a 4,3356 reais na venda.

Na máxima do dia, alcançada na primeira hora de pregão, a divisa alcançou 4,3840 reais na venda, novo pico histórico intradiário.

Na B3, o contrato futuro de maior liquidez tinha queda de 0,22%, a 4,3490 reais.

Fonte: Reuters

destaques
destaques
Bolsa Índice         
Bovespa -1,23% 21/02
Dow Jones -0,44% 20/02
Nasdaq -0,67% 20/02
Merval
(Argentina)
+0,61% 19/02
Shanghai +0,31% 21/02
DAX 30
(Alemanha)
+0,023% 21/02
Moeda Cotação  
Dolar 4,40 21/02
Euro 4,75 21/02
Risco País (CDS)  
Brasil 92.5 21/02

 

Acesse nossas redes sociais

O Mailclipping Comex é um newsletter que se restringe à coleta e divulgação de notícias sobre comércio exterior. O conteúdo das notícias é de inteira responsabilidade de seus autores. O Mailclipping Comex não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações. Se estiver interessado no recebimento das nossas informações cadastre-se aqui. Para enviar críticas, sugestões, releases, contatos comerciais, comentários sobre o serviço ou mesmo exclusão, clique aqui.
©2017 Mailclipping ComEx. Todos os direitos reservados. imprensa@sfiec.org.br