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Brasil e árabes já têm relações estratégicas, diz Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão (esq., na foto) disse nesta segunda-feira (02) que considera que o Brasil já tem relações estratégicas com o mundo árabe, mas há espaço para ampliar ainda mais o intercâmbio econômico. “Eu já considero essas relações estratégicas hoje, porque existe um comércio muito forte no setor de alimentos, e segurança alimentar é algo estratégico para qualquer país”, afirmou ele em entrevista à ANBA e à TV Brasil durante visita à Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, onde participou de almoço em sua homenagem.

Rodrigo Rodrigues/Câmara Árabe
‘O mercado composto pelos países árabes é importantíssimo para o nosso país’, disse o vice-presidente

Ao lado do presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun (dir., na foto), Mourão destacou que o Brasil pode usar os canais abertos pelo setor de alimentos na região para expandir as relações em outras áreas. “O Brasil tem uma capacidade fantástica de produzir alimentos e colocar na mesa das outras pessoas do mundo, alimentos de primeira qualidade, e eu vejo isso como uma avenida larga onde podemos progredir”, declarou. “Ao mesmo tempo, nossas trocas comerciais estão avançando para outros produtos com maior valor agregado”, acrescentou.

As exportações do Brasil aos países árabes somaram US$ 10,34 bilhões de janeiro a outubro, um aumento de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Câmara Árabe. Alimentos e bebidas responderam por US$ 6,4 bilhões, ou seja, 62% do total. Houve, no entanto, aumento significativo nas vendas de produtos de outros segmentos, como tubos de ferro e aço, ouro em forma semimanufaturada, e turbinas para aviões e peças.

O vice-presidente destacou que Câmara Árabe vem auxiliando o governo brasileiro na promoção das relações com os países árabes desde sua fundação, em 1952. “O mercado composto pelos países árabes é importantíssimo para o nosso país e temos avançado cada vez mais nessas relações”, declarou. “E aqui no Brasil nós temos um largo grupo de brasileiros descendentes de árabes, e a Câmara de Comércio trabalha também nesta aproximação, portanto, eu considero aquilo que estas pessoas fazem aqui (na Câmara) admirável para a aproximação de nossos povos”, acrescentou.

Investimentos

Rodrigo Rodrigues/Câmara Árabe
Mourão se reuniu com a diretoria da Câmara Árabe

Além do aumento do comércio, Mourão avalia que o Brasil pode atrair mais investimentos de países árabes e que deve buscar parcerias na área de tecnologia. “Os árabes possuem fundos de investimentos com uma grande gama de recursos, então podemos atraí-los para investir aqui no Brasil, porque hoje, mais do que nunca, nós precisamos de parceiros privados nas áreas relacionadas à infraestrutura, como concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos”, ressaltou. “E é óbvio que nós temos que buscar parcerias maiores em relações a produtos de tecnologia”, disse.

Durante viagem do presidente Jair Bolsonaro a países árabes do Golfo no final de outubro, o Fundo de Investimentos Públicos da Arábia Saudita (PIF, na sigla em inglês) anunciou que pretende investir até US$ 10 bilhões no Brasil. Nos Emirados Árabes Unidos, foram assinados acordos destinados a “alçar as relações bilaterais ao nível de parceria estratégica” e que envolvem iniciativas de cooperação econômica, investimentos, indústria, infraestrutura, transportes, setor espacial, energia, entre outras áreas.

O vice-presidente acrescentou que há vontade dos dois lados em ter linhas de navegação diretas entre o Brasil e países árabes, para facilitar os negócios. “Existe o anseio para que nós tenhamos um canal direto marítimo, com barcos levando produtos brasileiros e trazendo produtos árabes, e eu acho que em termos de comércio isso é o que temos que visualizar mais à frente”, destacou.

Para além da seara econômica, Mourão acredita que o Brasil pode auxiliar em negociações de paz no Oriente Médio. “Eu considero que o Brasil, por sua natureza de país pacífico, pode e deve cooperar e participar no processo de paz do Oriente Médio”, afirmou. Ele lembrou do papel de destaque dos povos árabes na história mundial. “A cultura árabe está disseminada em vários lugares do mundo, e isto é importante que todos compreendam”, disse.

Aproximação

Rodrigo Rodrigues/Câmara Árabe
Vice-presidente conheceu as dependências da entidade

Antes do almoço, o vice-presidente se reuniu com a diretoria da Câmara Árabe. Hannun falou do crescimento das exportações do Brasil aos países árabes este ano e, assim como Mourão, destacou o aumento das vendas de produtos de fora do setor de alimentos. “Este crescimento foi capitaneado pela diversificação da pauta e com produtos de maior valor agregado”, disse.

Hannun lembrou da primeira reunião entre diretores da Câmara e o vice-presidente, ainda durante o período de transição, no ano passado, e destacou a evolução das relações do Brasil com os países árabes desde então. “Sentimos uma maior aproximação de nosso governo com os países árabes, se concretizando em uma série importantíssima de visitas oficiais de lideranças governamentais a alguns dos 22 países [da região]”. Além da viagem de Bolsonaro, ele citou a visita do próprio Mourão ao Líbano e a missão liderada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao Egito, Emirados, Kuwait e Arábia Saudita.

“A relação entre os países está amadurecendo para o estabelecimento de parcerias estratégicas, muito ansiadas pelos árabes e muito produtivas e vantajosas para o nosso país”, declarou o presidente da Câmara Árabe. “Com parcerias reais podemos ter garantidos o escoamento de nossos produtos, recursos para nossa infraestrutura logística e ingredientes fundamentais para nossa indústria, vida diária e produção agrícola, como petróleo e fertilizantes, por exemplo”, acrescentou.

Hannun ainda convidou o vice-presidente a participar como palestrante do Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, que a Câmara vai promover em abril de 2020, em São Paulo. “Com certeza a visita e a palestra de Sua Excelência trará ainda mais energia para o seguimento das relações e reforçará os movimentos positivos do governo brasileiro em direção a este mercado”, concluiu.

Fonte: Anba 

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