Empresas americanas de olho no Brasil

05/01/2015 - 00h00

O Brasil é um dos principais focos, entre as nações emergentes, para investimentos das empresas norte-americanas nos próximos 12 meses. O País é o destino principal na América Latina para as companhias que pretendem investir pelo menos US$ 5 mi no mercado internacional e, quando analisadas todas as nações emergentes, o Brasil fica atrás apenas da China. Essa é uma das conclusões do estudo recém-lançado “Perspectivas para os mercados de alto crescimento” (High Growth Markets Outlook Survey, do original em inglês), produzido pela KPMG.

“A pesquisa apontou que o mercado brasileiro ainda está no topo da agenda dos empresários dos Estados Unidos, apesar de uma ligeira queda na intenção de investimentos das empresas norte-americanas no Brasil. Nessa edição do estudo, 22% dos respondentes afirmaram que pretendem investir no País, contra 27% no ano passado”, analisa o sócio da área de estratégia da KPMG no Brasil, Augusto Sales. “De qualquer maneira, precisamos destacar o potencial futuro do Brasil. Muitos investidores estão apostando em investir no longo prazo, o que deve manter o mercado brasileiro aquecido e o País como foco nos próximos anos”.

Quando olhamos as aplicações já realizadas, o Brasil também se mantém no topo. Na última edição do levantamento, 35% dos participantes afirmaram terem feito investimentos no Brasil contra 26% no ano anterior.  Em ambos os casos, ele foi o  segundo País dentre os emergentes a mais receber  capital americano, ficando atrás, mais uma vez, da China.

A pesquisa mostrou também otimismo por parte dos executivos de negócios norte-americanos envolvidos no desenvolvimento de negócios e estratégia corporativa. Noventa por cento deles  apontaram crescimento nas receitas de países de mercados de alto crescimento e emergentes (HGM) e esperam que elas continuem crescendo nos próximos meses. Este número representa um aumento de 13 pontos percentuais em relação à pesquisa realizada em 2013. O levantamento indicou ainda outro fator positivo: embora haja uma série de desafios associados à entrada em novos mercados, as empresas estão buscando se expandir globalmente.

“Grande parte do interesse dos americanos se dá pelo crescimento dos mercados emergentes e de alto crescimento que migraram para o topo da agenda corporativa. O que vimos é que as empresas estão investindo em países do bloco dos BRICs e buscando também alternativas como  Nigéria, Quênia, Bangladesh, Myanmar, Mongólia, Irã, Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos”, aponta Sales.

Mercado de alto crescimento: estratégia e desenvolvimento

Oitenta e quatro por cento dos executivos afirmam que os países de mercados de alto crescimento são importantes para a estratégia e desenvolvimento da sua empresa – um aumento significativo de 37 pontos percentuais em relação à pesquisa da KPMG do ano passado. Além disso, 29% dos respondentes esperam que uma participação maior das suas receitas globais (US$ 31-50 milhões) seja proveniente desses países – um aumento de 17 pontos percentuais em relação aos resultados da pesquisa do ano anterior.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi feita com cem executivos de negócios norte-americanos envolvidos no desenvolvimento de negócios e estratégia corporativa.  Com base na receita no exercício fiscal mais recente, 9% dos entrevistados trabalham em empresas com faturamento anual superior a US$ 10 bi; 48% com faturamento anual na faixa de US$ 1 bi a US$ 10 bi; e 43% com faturamento de US$ 100 mil a US$ 1 bi.

Fonte: KPMG

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