Gerente do CIN destaca potencial do agronegócio cearense em coluna no jornal O Povo

30/10/2026 - 08h10

Em sua coluna no jornal O Povo, Karina Frota, Presidente do Conselho de Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e Gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN), destaca o potencial do agronegócio cearense, que exportou US$ 393,8 milhões entre janeiro e setembro de 2026. Confira a publicação na íntegra abaixo ou acesse diretamente no site do O Povo clicando AQUI.

O potencial global do agronegócio cearense

Levantamento aponta que o agronegócio cearense exportou US$ 393,8 milhões entre janeiro e setembro de 2026. Apesar da retração, produtos como melancias, água de coco e melões registraram crescimento nas vendas internacionais

O agronegócio cearense movimentou US$ 393,8 milhões em exportações entre janeiro e setembro de 2026, mantendo sua relevância para o comércio exterior do estado. Apesar do resultado representar uma retração de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025, alguns produtos registraram crescimento expressivo nas vendas internacionais, evidenciando oportunidades para ampliar a presença do Ceará nos mercados globais.

Os dados são de levantamento realizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação dasIndústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Entre os produtos mais exportados em valor, a cera de carnaúba permaneceu na liderança, com US$ 70,1 milhões em vendas externas. Embora tenha registrado redução de 11,6% na comparação anual, o produto mantém sua importância na pauta exportadora cearense, associada à versatilidade de suas aplicações industriais e à demanda internacional por matérias-primas de origem natural.

Na sequência, os melões frescos alcançaram US$ 58 milhões, com crescimento de 16,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025. O desempenho reforça a presença da fruticultura cearense no comércio internacional e evidencia o potencial competitivo do estado no fornecimento de produtos agrícolas frescos.

A castanha de caju sem casca, por sua vez, registrou US$ 30,5 milhões em exportações, uma queda de 41,4% no período analisado. O resultado contrasta com o avanço de outros produtos do agronegócio e demonstra a importância de acompanhar o comportamento dos mercados compradores, identificar oportunidades comerciais e fortalecer estratégias de diversificação e agregação de valor.

Outros segmentos também apresentaram resultados positivos. As exportações de lagostas inteiras congeladas somaram US$ 22,5 milhões, crescimento de 3,7%, enquanto a água de coco classificada na NCM 2009.89.21 alcançou US$ 19,6 milhões, com avanço de 24%.

As melancias frescas se destacaram ainda mais, atingindo US$ 17,9 milhões, uma expansão de35,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esses resultados demonstram que, mesmo diante de uma retração no valor total exportado, diferentes cadeias produtivas apresentam capacidade de crescimento e oportunidades de expansão internacional.

O fortalecimento dessas atividades depende, entre outros fatores, da competitividade dos produtos, da qualidade, da eficiência logística e da capacidade das empresas de atender às exigências dos mercados de destino.

Mercados internacionais e oportunidades comerciais

Os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações do agronegócio cearense, absorvendo US$ 88,2 milhões, o equivalente a 22,4% do total exportado no período. Os Países Baixos ocuparam a segunda posição, com US$ 54 milhões, seguidos pela China, com US$ 36,9 milhões, e pelo Reino Unido, com US$ 29,9 milhões.

A presença desses países entre os principais compradores evidencia a inserção do agronegócio cearense em mercados estratégicos e reforça a importância de uma atuação comercial orientada à diversificação de destinos, à identificação de novas demandas e ao desenvolvimento de relações de longo prazo com compradores internacionais.

Nesse contexto, ampliar o acesso a informações de mercado, fortalecer a promoção comercial e preparar as empresas para atender aos padrões técnicos, sanitários e comerciais exigidos internacionalmente são iniciativas relevantes para sustentar o crescimento das exportações e reduzir a exposição a oscilações em mercados específicos.

Os resultados do agronegócio cearense em 2026 revelam um cenário marcado por desafios e oportunidades. Enquanto alguns produtos enfrentam retração nas vendas externas, outros ampliam sua participação e demonstram potencial para conquistar novos mercados.

Para transformar esse potencial em crescimento sustentável, torna-se fundamental fortalecer a preparação das empresas para o comércio internacional, estimular a inovação, ampliar a inteligência comercial e desenvolver estratégias de promoção dos produtos cearenses no exterior.

Nesse processo, a atuação do Centro Internacional de Negócios da FIEC contribui para aproximar as empresas das oportunidades globais, apoiar sua inserção em mercados externos e fortalecer a cultura exportadora no estado.

A diversificação da pauta exportadora, a agregação de valor aos produtos e a ampliação da presença internacional das empresas são caminhos importantes para consolidar o agronegócio como vetor de desenvolvimento econômico do Ceará, gerando oportunidades para o setor produtivo e fortalecendo a integração do estado à economia mundial.

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