CIN inicia ações do programa Tecnova III e apresenta trilha de internacionalização a startups cearenses
O Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC deu início, nesta sexta-feira (16/10), às ações do programa Tecnova III, iniciativa realizada em parceria com a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) e com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) cujo objetivo é apoiar empresas inovadoras por meio da aceleração e internacionalização de negócios. No encontro Café Start Global, na Casa da Indústria, startups cearenses puderam conhecer o projeto e a trilha de internacionalização do CIN desenvolvida para ajudar empresas a identificarem e acessarem oportunidades no mercado externo.
A Gerente do CIN, Karina Frota, explica que o Centro Internacional de Negócios da FIEC foi uma das instituições selecionadas pelo programa para liderar o processo de internacionalização das empresas no Ceará.
“Nós participamos, a convite do SENAI, através da Unitec, de um edital do Tecnova III realizado em parceria com a FUNCAP e com a FINEP. Saímos vencedores como uma das instituições para realizar toda a parte de internacionalização voltada a esses negócios inovadores. O Centro Internacional de Negócios já tem uma história de mais de 30 anos voltado à internacionalização de empresas industriais, e estamos sempre avançando. O objetivo, através do edital e do atendimento a essas empresas e a essas startups, é trabalhar o processo de internacionalização voltado para inovação”, destaca Karina.
A trilha de formação do CIN será dividida em duas etapas. A etapa básica incluirá webinars, cursos e uma mentoria de prontidão inicial para internacionalização. Já na fase avançada, as empresas terão mentorias individuais para reformulação dos negócios.
“Essas mentorias vão definir qual caminho a empresa deve seguir e serão acompanhadas individualmente com a nossa especialista, que é a Mônica Luz. Além disso, ao final, vamos promover um encontro de negócios virtual”, explica Ester Vasconcelos, Analista de Comércio Exterior do CIN.
Em palestra no Café Start Global, a Coordenadora do Núcleo de Práticas em Comércio Exterior (NUPEX) da Unifor e parceira do CIN no programa, Mônica Luz, afirmou que é necessário desmistificar a internacionalização e tornar o processo mais acessível a empresas de menor porte.
“A internacionalização sempre parece algo impossível para as empresas, principalmente para as startups que nascem com a base tecnológica, mas com estrutura menor. O objetivo principal da trilha do CIN é fazer com que elas vejam se o produto tem aderência, se a empresa tem aderência, onde chegar, como chegar, quando chegar e quais países e mercados devem ser o foco”, diz Mônica.
A fintech Virtutis Energy, do setor de energia renovável, é uma das participantes do Tecnova III. Com participação em mercados de países como Estados Unidos, Alemanha, Austrália e China, a empresa pretende impulsionar e fortalecer a presença no mercado exterior com o suporte do CIN e do programa.
“O apoio do CIN é fundamental devido à estrutura regulatória que a Virtutis precisa otimizar quanto à presença nos outros países. A Virtutis já está nos cinco continentes. Temos usuários na Europa, na Ásia, na Oceania, na América e na África. E, nesses cinco continentes onde há presença da empresa, em quatro há investidores. Nós queremos dar mais segurança e clareza para esses investidores e usuários internacionais quanto à forma de investir no Brasil, de colocar seus recursos nas diversas moedas, de entender como funciona nossa taxa de juros e por que faz sentido investir em um mercado de energia renovável bem consolidado como o brasileiro”, ressalta Crisanto Neto, Sócio-administrador Virtutis Energy.




