Volume exportado pelo Ceará para a China soma recorde de US$ 205 milhões

16/10/2020 - 15h10

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Ceará segue em ritmo de desaceleração de suas exportações. De janeiro a setembro, o Estado exportou um total de US$ 1,41 bilhão, o que corresponde a uma redução de 17,3% ante o mesmo período de 2019. Análise do desempenho no mês de setembro, quando as exportações cearenses somaram US$ 136,8 milhões, mostra também queda de 12% em relação ao mês de agosto e redução de 21,4% em relação ao volume exportado no mesmo mês de 2019.

Os dados são do estudo Ceará em Comex do mês de setembro de 2020, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). O estudo, divulgado nesta sexta-feira (16/10), traz também dados das importações do Ceará, mostrando um movimento oposto ao das exportações.

O Estado importou, de janeiro a setembro de 2020, US$ 1,79 bilhão, o que corresponde a um crescimento de 0,5% ante o mesmo período do ano anterior. Em setembro, o volume exportado foi de US$ 195,5 milhões. Quando comparados os resultados de setembro e agosto deste ano, houve um aumento de 14,5%. Se comparado com o mês de setembro de 2019, o resultado apresenta uma alta de 9,2%.

A participação das exportações do Ceará na balança comercial do Nordeste é de 12,35%. Na balança brasileira, a participação cearense se mantém em 0,9%. As importações cearenses representam, nos âmbitos regional e nacional, 17,16% e 1,56%, respectivamente, quando analisado o volume no período de janeiro a setembro de 2020.

Uma das principais razões para a queda do desempenho das exportações do Ceará, segundo o estudo, é a retração das vendas ao mercado internacional de produtos como aço, calçados e equipamentos para geração de energia eólica. As exportações de setores tradicionais da economia cearense, como cera de carnaúba, crustáceos e couros também vêm registrando queda ao longo do ano. Em contrapartida, as exportações de melões, água de coco e manganês figuram com desempenho positivo.

São Gonçalo, Caucaia e Fortaleza são os municípios cearenses que mais exportam. 

Em relação aos países de destino das exportações cearenses, os Estados Unidos ainda figuram em primeiro lugar. O país é responsável pela compra de cerca de 36% do total vendido pelo Ceará para o exterior. Porém, o Ceará reduziu em quase 31% as exportações aos EUA, somando US$ 512 milhões no acumulado de 2020. Os principais produtos de interesse americano foram: aço, equipamentos para geração de energia eólica, castanha de caju e água de coco.

Enquanto os Estados Unidos reduzem sua participação, China, Canadá, Bégica e Índia vem crescendo em importância nas exportações cearenses. Destaque para a China, que figura em segundo lugar no ranking dos principais países de destino das exportações cearenses. A China importou o valor histórico de US$ 205,5 milhões no acumulado do ano, impulsionado pela procura de produtos do setor siderúrgico e do setor de minérios. As exportações para o país cresceram 507,6% no acumulado deste ano.

A Índia, que aparece entre os principais destinos das exportações cearenses em 2020, importou US$ 27,4 milhões do Ceará, o que corresponde a um crescimento de 411%. Isso aconteceu em virtude das exportações de “gás natural liquefeito” que superaram o montante de US$ 25,5 milhões. O país também compra cera de carnaúba, mica e couro do Ceará.

Para os detalhes do estudo Ceará em Comex de setembro, acesse AQUI.

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