Exportações cearenses crescem 10% no primeiro trimestre de 2019

10/04/2019 - 12h04

As exportações cearenses seguem em ascensão. O Estado registrou no primeiro trimestre de 2019 um novo recorde com US$ 537,4 milhões em vendas para o exterior. Esse é o maior volume exportado entre os meses de janeiro e março da história do Ceará e representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2018. Em contrapartida, as importações permanecem em queda, totalizando nos três primeiros meses de 2019 US$ 473,8 milhões. Esse valor é 22,7% inferior ao do ano passado. Essa performance garantiu um superávit de US$ 63,6 milhões na balança comercial cearense. Os dados são do estudo Ceará em Comex realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). 

Outro indicador que confirma o avanço cearense é o aumento da participação do Estado nas exportações do Nordeste, saindo de 8,45% em 2015 para 15,16% em 2019. No entanto, a representatividade do desempenho cearense continua pouco significativa quando comparamos com o Brasil. O Ceará é responsável por apenas 1,02% de tudo o que o país exporta e ocupa a 14ª posição no ranking dos Estados. A boa notícia é que as exportações do Ceará cresceram, nos três primeiros meses de 2019, bem acima da média nacional que foi de 3,7%. O Estado também cresceu mais do que todos os treze que estão à sua frente na relação.

São Gonçalo do Amarante, Sobral e Caucaia formam a trinca dos principais municípios exportadores do Ceará em 2019. O primeiro, responsável por mais da metade de tudo que o Estado exporta, registrou um aumento de 13,7% em relação a 2018, contabilizando US$ 288,1 milhões, e tem como principal produto as placas de aço produzidas na siderúrgica local. Sobral, líder nacional na exportação de calçados, teve um aumento de 15,5% entre 2018 e 2019, chegando à marca de US$ 56,7 milhões. Já Caucaia, foi a cidade onde houve o maior crescimento no Ceará, saindo de US$ 10,9 milhões no primeiro trimestre de 2018 para US$ 53,1 milhões no primeiro trimestre de 2019. O ranking é complementado por Fortaleza (US$ 39,9 milhões), Maracanaú (US$ 21,4 milhões), Aquiraz (US$ 14,2 milhões) e Uruburetama (US$ 11,9 milhões), essa última mais do que dobrou as vendas ao exterior.

Em relação aos principais segmentos exportados pelo Ceará em 2019, o de ferro e aço mantém a liderança. Os setores de frutas, couros e algodão, tradicionais na pauta exportadora do Estado, exibiram quedas de 25,3%, 21,6% e 2,5% respectivamente. Assim como o segmento de energia eólica, o de pescados tem se mostrado muito importante no comércio exterior do Estado. Os peixes e crustáceos cearenses, liderados pelas lagostas, foram exportados para 31 países no primeiro trimestre de 2019 e contabilizaram US$ 11,9 milhões, valor 132,7% maior do que o do ano passado.  

As pás e aerogeradores de energia eólica assumiram a posição de segundo produto mais exportado pelo Ceará, nos três primeiros meses de 2019. Os produtos eólicos ultrapassaram os calçados de borracha e as castanhas de caju e registraram US$ 48,7 milhões exportados. Os calçados mantêm sua importância no ranking, pois dos dez maiores produtos, três são do ramo calçadista. A cera de carnaúba, quinto maior produto na lista, exibiu aumento de 61,4%, totalizando US$ 23,1 milhões. O Ceará tem exportado bastante querosene de aviação em 2019. Esse produto, com um total de US$ 7,3 milhões ocupa a décima posição.

No acumulado de janeiro a março de 2019, 121 países foram destinos das exportações cearenses. Estados Unidos (37,07%) e Itália (14,25%) abarcam mais da metade desse total, com US$ 199,2 milhões e US$ 76,6 milhões, respectivamente. O mercado norte-americano justifica sua liderança por ser o principal comprador internacional dos dois maiores produtos exportados pelo Ceará: as placas de aço e as pás eólicas. Além disso, é destino também de calçados, castanha de caju e vários outros produtos, o que torna o país o principal parceiro comercial do Estado. Já a Itália, ganhou destaque em 2019, por ser um forte comprador dos produtos manufaturados de aço, mas é tradicional destino dos couros e rochas ornamentais cearenses. México, Coréia do Sul e Alemanha completam a lista dos cinco maiores importadores dos produtos fabricados do Ceará, com respectivos US$ 43,9 milhões, US$ 29,1 milhões e US$ 23,6 milhões.

Importações
Os municípios de São Gonçalo do Amarante, Fortaleza e Maracanaú concentram a maior parte das importações realizadas pelo Ceará de janeiro a março de 2019. A capital exibiu um aumento de 49,6% em relação ao mesmo período de 2018, chegando à marca de US$ 133,9 milhões. Valor bem próximo do que importou São Gonçalo do Amarante, que registrou US$ 135,6 milhões, montante 53,9% menor do que o do ano passado. 

As compras externas do Ceará se configuram basicamente em combustíveis minerais, cereais, ferro e aço, produtos químicos e máquinas elétricas. As máquinas utilizadas na usina de energia eólica de Acaraú são importadas da China, que é a principal fornecedora internacional do Ceará. Além dos equipamentos eólicos, o país asiático também fornece ao Ceará defensivos agrícolas como glifosato e picloram, dentre vários outros produtos da indústria química, totalizando US$ 110,4 milhões.

Os Estados Unidos, com US$ 105,4 milhões, são o segundo que mais exportam para o Ceará sendo responsáveis pela maior parte do fornecimento de combustíveis para o Estado, como a hulha betuminosa, óleo diesel e outra gasolinas. A Argentina, principal fonte do trigo usado pela indústria de massas cearense, é a terceira colocada, com US$ 52,2 milhões. Rússia e Colômbia vem em seguida e se configuram também como fortes fornecedoras de combustíveis ao Ceará.

Confira o estudo completo AQUI.

Saiba mais

O Centro Internacional de Negócios da FIEC apoia a internacionalização das empresas cearenses e promove ações estratégicas, de capacitação e relações institucionais, com o objetivo de impulsionar as exportações e importações da indústria do Ceará. Faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), que junto com Serviço Social da Indústria (SESI Ceará), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará), Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará) e o Observatório da Indústria formam o Sistema FIEC.

 

 

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