Exportações cearenses registraram alta de 55,56% no ano passado
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Apesar das restrições, as vendas de produtos locais para os EUA apresentaram elevação de 59% em 2025. A indústria de transformação e agronegócio foram os destaques da pauta exportadora O Ceará encerrou 2025 com um crescimento expressivo de 55,56% nas exportações, segundo dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O desempenho elevou o valor exportado de US$ 1,47 bilhão em 2024 para US$ 2,2 bilhões em 2025, resultado inferior apenas ao registrado em 2017, quando a variação alcançou 62%. Na composição da pauta exportadora, os produtos de ferro e aço lideraram com folga, somando US$ 1,18 bilhão, alta de 111,58%. Na sequência aparecem os calçados, com US$ 189 milhões, apesar de uma retração de 5,16%, e os produtos minerais, que alcançaram US$ 141 milhões, com crescimento de 114,81%. O agronegócio cearense também apresentou desempenho relevante, totalizando US$ 496 milhões em exportações (+18,28%). Frutas apresentaram crescimento de 31,83% (US$ 109 milhões). A cera de carnaúba se destacou, com movimentação de US$ 104 milhões (+35,88%). Já as exportações de pescados recuaram 9,5%, enquanto a castanha de caju registrou forte expansão de 80,63%, somando US$ 71 milhões. No cenário nacional, São Paulo liderou as exportações brasileiras em 2025, com US$ 71 bilhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com US$ 48 bilhões. No Nordeste, o Ceará ficou atrás da Bahia (US$ 11 bilhões), do Maranhão (US$ 5 bilhões) e de Pernambuco (US$ 2,5 bilhões). No total, as exportações brasileiras alcançaram US$ 348 bilhões em 2025, crescimento de 3,45% em relação a 2024. Estados Unidos Apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos, as vendas de produtos cearenses para o mercado norte-americano registraram alta de 59,45% em 2025. Para a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Karina Frota, o resultado evidencia a capacidade de adaptação da indústria local. “A combinação de planejamento, leitura de mercado e apoio tem sido decisiva para que a indústria cearense avance mesmo diante de cenários adversos”, avalia. Ela ressalta a atuação estratégica das empresas exportadoras. Segundo ela, “as indústrias que exportam para os Estados Unidos monitoraram riscos de forma contínua e negociaram preços e prazos com seus importadores, o que ajudou a reduzir os impactos das tarifas adicionais”. Fonte: O Otimista |
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