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Exportações cearenses têm alta de 20% em maio

O Ceará exportou em maio de 2019 um total de US$ 215,1 milhões, 20,6% a mais que o mês anterior. Foi o melhor resultado para esse mês na história do Estado e o segundo melhor do ano, atrás apenas de janeiro. O valor é 49,6% maior do que o registrado em maio de 2018. As importações também registraram alta, chegando a US$ 257,8 milhões, maior valor entre os cinco meses desse ano. Os dados são de estudo realizado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Na análise do acumulado dos cinco primeiros meses de 2019, as exportações contabilizaram US$ 952,9 milhões, montante 21,7% superior ao de 2018. Já as importações totalizaram US$ 928,2 milhões, valor 15,1% menor ante o mesmo período do ano passado. Esse resultado mantém a balança comercial superavitária em US$ 24,6 milhões.

Apesar do avanço, no acumulado do ano, o Ceará continua sendo o 14º Estado nas exportações brasileiras, com participação de 1,3% e o terceiro no Nordeste, representando 14,7% do total exportado pela região. Vale destacar que o Ceará apresentou o segundo maior crescimento dentre os quinze líderes no ranking nacional, atrás apenas do Rio de Janeiro, que cresceu 22,8%.

Com um avanço de mais de 300% em relação a 2018, o município de Caucaia é um dos grandes responsáveis pelo forte crescimento das vendas externas cearenses entre janeiro e maio de 2019. A cidade alcançou a marca de US$ 90,6 milhões, representando 9,6% de tudo que o Ceará exporta. Sede do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, São Gonçalo do Amarante continua liderando essa lista, com US$ 505,5 milhões, valor que representa 53,3% do total. Sobral, com US$ 73,9 milhões e Fortaleza com US$ 61,6 milhões vêm logo em seguida e também exibiram crescimentos de 13,4% e 8,1%, respectivamente. Outro município que sustenta o ótimo resultado cearense de 2019 é Uruburetama, que totalizou US$ 17,1 milhões, valor 80,7% superior ao do mesmo período de 2018. Dos dez principais municípios exportadores do Ceará, apenas Maracanaú e Itapipoca tiveram quedas.

A lista dos dez principais setores da pauta exportadora cearense aponta para a força de segmentos tradicionais nas exportações do Estado, como calçados, frutas, cera de carnaúba, couros, pescados e algodão. Mas também mostra a ótima evolução de segmentos relativamente novos, como o de ferro e aço e máquinas eólicas. Carro chefe das vendas externas cearenses, o setor de ferro e aço totalizou, no acumulado desse ano, US$ 511,8 milhões, seguido pelos calçados que registraram US$ 118,4 milhões e alta de 10,3% em relação ao ano passado. Chegando a marca de US$ 15,1 milhões, as exportações dos pescados cearenses mais do que dobraram (111,1%), ante o mesmo período de 2018.

Importações

Analisando os principais produtos vendidos ao exterior, entre janeiro e maio de 2019, as pás eólicas e aerogeradores foram os que exibiram maior evolução, crescendo mais de 500% e chegando à marca de US$ 82,1 milhões garantindo a segunda posição no ranking. Os produtos semimanufaturados de aço ocupam a 1ª e 3ª posições e somam US$ 450,8 milhões e US$ 47,3 milhões, respectivamente. As castanhas de caju, com um total de US$ 42,8 milhões, também exibiram aumento de 5%. No mesmo ritmo, as exportações cearenses de cera de carnaúba totalizaram US$ 38,7 milhões, valor esse 65,7% maior do que o registrado em 2018. Produtos tradicionais, como outros couros bovinos divididos com o lado flor, acompanharam os avanços, com um total de US$ 21,9 milhões.

Totalizando 42,4% de tudo o que o Ceará exporta, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino internacional dos produtos cearenses. O total enviado ao país norte-americano, de janeiro a maio de 2019, foi de US$ 404,3 milhões e é 132,8% superior ao registrado no mesmo período de 2018. Além dos Estados Unidos, outros 131 países compraram produtos fabricados no Ceará esse ano. A República Tcheca, com um aumento de mais de 60 mil pontos percentuais, e a Itália, com crescimento de 491,3%, foram os países que exibiram maior crescimento entre o ano passado e o atual, contabilizando US$ 41,3 milhões e US$ 104,7 milhões, respectivamente. Esses aumentos são justificados pelas importações de placas de aço cearense. O México voltou a figurar entre os líderes com US$ 91,4 milhões e crescimento de 16,7%, figurando na terceira posição.

Com o crescimento de 31,2% em relação ao mês anterior, as importações cearenses do acumulado janeiro-maio de 2019 compõem 1,3% das aquisições internacionais totais do Brasil. O município de São Gonçalo do Amarante, além de principal exportador também é o líder das importações cearenses, com US$ 319,6 milhões. O montante importado pela cidade, apesar da liderança, caiu 29,5% em relação ao ano anterior, ao passo que Fortaleza, em 2° aumentou as aquisições em mais de 33%. A capital somou US$ 264,5 milhões em compras externas, com o maior crescimento entre os principais municípios. Para suprir as crescentes demandas da produção siderúrgica, o estado tem o setor de combustíveis e óleos minerais como o foco do consumo no exterior.

Com US$ 364,9 milhões adquiridos, os combustíveis são representados principalmente pelas hulhas e coques, produto mais comprado pelo Ceará, justificando a posição privilegiada de São Gonçalo do Amarante. Outro setor alavancado pela siderurgia é o de ferro e aço, representado pelas importações cearenses de sucata metálica. Assim, o setor de ferro foi o que mais cresceu entre os 5 maiores, com US$ 80,7 milhões ao total e aumento de 65,4%.

As importações de trigo, provenientes principalmente da Argentina, cresceram 15,5%, totalizando US$ 84,8 milhões. Além das hulhas, o gasóleo, gás natural e outras gasolinas também tem forte representação nas compras externas de combustíveis realizadas pelo Ceará em 2019. A implementação do complexo de energia eólica de Acaraú também impulsionou as importações de componentes e aerogeradores, que totalizaram US$ 12,6 milhões.

Dentre os mais de 80 países de origem das importações cearenses, de janeiro a maio de 2019, os Estados Unidos lideram, com 26,6% do total, registrando US$ 247,6 milhões e um crescimento de 43,2%. As compras vindas da China caíram em 16,7%, em relação ao mesmo período de 2018, e contabilizaram US$ 165,4 milhões. A lista dos dez maiores países fornecedores ao Ceará conta ainda com países fortes na produção de combustíveis fósseis, como Colômbia (US$ 47,3 milhões), Rússia (US$ 37,9 milhões) e Nigéria (US$ 32,7 milhões).

Fonte: Tribuna do Ceará

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