FIEC e Sebrae promovem debate sobre gestão energética e competitividade industrial na Casa da Indústria

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A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com o Sebrae Ceará, promoveu, na quarta-feira (27/05), na Casa da Indústria, o painel “Gestão Energética Industrial: Oportunidades para Redução de Custos e Ganhos de Competitividade”. O encontro reuniu empresários, especialistas, pesquisadores e representantes do setor produtivo para discutir estratégias voltadas à eficiência energética e ao fortalecimento da competitividade da indústria cearense diante dos desafios da transição energética.

O evento marcou o lançamento do Programa Gestão Energética Industrial, iniciativa voltada especialmente às micro e pequenas indústrias, com foco na redução de custos operacionais, no uso mais eficiente da energia e na adoção de soluções sustentáveis capazes de ampliar a produtividade e a competitividade empresarial.

A programação contou com mediação do professor doutor Samuel Façanha Câmara e participação de Joaquim Rolim, gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIEC e professor do MBA em Gestão de Energias Renováveis; Renato Felipe, vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE); e do professor Célio Loureiro Cavalcante Júnior, coordenador da Rede Verdes.

Ao longo do painel, os especialistas debateram tendências do setor energético, os impactos da transição energética sobre a indústria e caminhos para ampliar a eficiência produtiva por meio da inovação, da transferência de tecnologia e da aproximação entre empresas, academia e instituições de apoio.

Responsável pela mediação do encontro, Samuel Façanha destacou que o debate também contribuiu para aperfeiçoar o novo programa. Segundo ele, a proposta busca ampliar o acesso das pequenas e médias indústrias a soluções capazes de reduzir custos e melhorar a competitividade.

“O programa foi pensado para apoiar as empresas na busca por eficiência energética, redução de custos e aumento da competitividade, mas também para contribuir com a transição energética e com a redução dos impactos climáticos associados às atividades econômicas”, afirmou.

Integração entre o setor produtivo e a academia

Para Joaquim Rolim, o programa chega em um momento estratégico para estimular a modernização das empresas e fortalecer o ambiente de inovação no Ceará. Ele ressaltou que ações como diagnósticos, consultorias e orientações técnicas podem contribuir diretamente para o desenvolvimento das pequenas indústrias.

Rolim também destacou a importância da aproximação entre academia, setor produtivo e governo, movimento que, segundo ele, vem sendo fortalecido pela FIEC, por meio da atuação do presidente Ricardo Cavalcante.

“Toda a sociedade ganha com essa interação. O debate foi muito qualificado e mostrou como essa integração pode acelerar soluções importantes para a indústria”, avaliou.

Representando o Sindienergia-CE, Renato Felipe enfatizou a necessidade de transformar conhecimento e inovação em soluções aplicáveis ao cotidiano das empresas, especialmente em temas ligados à redução de custos e eficiência operacional.

“A ideia é aproximar cada vez mais as empresas do setor energético da academia, tornando os processos mais claros, objetivos e acessíveis às indústrias que dependem diretamente de inovação para crescer”, destacou.

Já o professor Célio Loureiro Cavalcante Júnior apresentou a atuação da Rede Verdes, iniciativa que reúne pesquisadores de 14 instituições do Ceará em estudos e desenvolvimento de tecnologias voltados às energias renováveis e à sustentabilidade. Segundo ele, a iniciativa foi estruturada para compreender o perfil de consumo energético das empresas e, a partir disso, propor soluções mais assertivas. A estratégia prevê duas frentes de atuação: uma voltada à sensibilização e mobilização das indústrias e outra focada na aceleração de soluções inovadoras desenvolvidas por startups e pela academia, assim como de empresas associadas do Sindienergia.

“Trouxemos essa visão da academia ligada ao setor de energias renováveis, colocando a Rede Verdes à disposição para colaborar com pesquisas e soluções voltadas às necessidades desse novo cenário energético”, explicou.

Ainda como parte da programação, os ex-alunos do MBA em Energias Renováveis, Adriana Feitosa e Márcio Barbosa, compartilharam suas publicações e experiências voltadas à transição energética. O curso foi promovido pelo IEL Ceará em parceria com a FBUni.

Transição energética

O analista de Inovação do Sistema FIEC, Moésio Bastos, ressaltou que a concepção do Programa Gestão Energética Industrial surgiu a partir de uma análise sobre os desafios futuros da competitividade das micro e pequenas indústrias cearenses. A iniciativa integra o convênio “Indústria do Futuro”, desenvolvido pela FIEC e Sebrae Ceará, e busca conectar os conceitos de Indústria 5.0 e transição energética ao cotidiano do setor produtivo.

Segundo ele, a ideia é compreender o perfil de consumo energético das empresas e, a partir disso, propor soluções mais assertivas. A estratégia prevê duas frentes de atuação: uma voltada à sensibilização e mobilização das indústrias e outra focada na aceleração de soluções inovadoras criadas por startups e pela academia.

“O programa foi pensado com o objetivo de desenvolver e conectar as empresas que demandam soluções às que as fornecem. Ao final do processo, está prevista a realização de uma rodada de negócios para estimular parcerias e oportunidades concretas de negócios. Essa iniciativa veio justamente para fomentar negócios voltados à transição e à eficiência energética, especialmente para esse conjunto de micro e pequenas indústrias”, concluiu.

Fonte: Fiec online

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